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100 Histórias para Partilhar

Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.

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Seg | 01.12.25

Como se faz um cartaz cultural?

Como vamos fazer uma exposição sobre os nossos retratos estivemos a construir um cartaz e para isso primeiro fizemos um levantamento sobre o que sabí sobre os cartazes , o que achávamos que era precisso ter esxcrito. Decimos que tinha que ter o título, o local e o dia bem como uma ilustração. 

A pares fizemos um esboço do cartaz e depois todos juntos fomos construí-lo-

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No dia seguinte fomos fazer o roteiro ( passos a seguir para fazer um cartaz) para da próxima vez já sabermos como se faz e se nos esquecermos podermos ir ver como fizemos agora. 

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O jardim-de-infância apresenta-se, assim, como um contexto privilegiado para a promoção e desenvolvimento de competências de leitura e escrita, sendo a qualidade das interações desenvolvidas nesse contexto fundamentais para o progresso posterior, quer da linguagem, quer da literacia. Desde muito cedo, pelo contacto em situações informais que vão estabelecendo com a escrita, que as crianças se questionam e colocam hipóteses sobre o escrito que as rodeia, sobre as suas características formais, as suas funções e a sua relação com o oral. Procuram compreendê-la, perceber o seu funcionamento e as suas regularidades, construindo assim múltiplas conceções, que se desenvolvem gradualmente à medida que lhe vão sendo dadas oportunidades de interação e reflexão sobre a linguagem escrita. A estas representações sobre a escrita denominamos de conceções precoces sobre a linguagem escrita, isto é, conceções que as crianças em idade pré-escolar apresentam sobre a escrita.

A descoberta e apropriação da funcionalidade da linguagem escrita são essenciais no processo de alfabetização. É a partir desta que a criança vai construir sentidos e razões para querer aprender a ler e a escrever. De acordo com Margarida Alves Martins e Ivone Niza (1998), o interesse que a criança vai demonstrando relativamente à linguagem escrita varia em função da qualidade, da frequência e do valor das atividades de escrita que são desenvolvidas por aqueles que convivem diretamente com a criança. A criança vai-se apropriando das várias funções que a escrita pode desempenhar e passa a compreender que cada uma delas corresponde a um determinado tipo de texto que, por sua vez, corresponde a um determinado suporte específico com a sua própria função e conteúdo. Neste sentido o que se pretende é que a criança vá tendo contacto com a escrita de uma forma funcional e em contexto.

É no pré escolar que se inicia este caminho de contacto com o escrito, através da possibilidade de se escrever a fala, ( escrever o que as crianças dizem) quer através da valorização das suas tentativas de escrita, quer ainda através de diferentes  situações  de escrita. No pré escolar não se pretende que as crianças iniciem a sua alfabetização de forma formal e no sentido de "adiantar" etapas para a entrada no 1.º Ciclo, pretende-se que esta caminho de alfabetização sirva para a criança compreender para que serve a escrita e tenha ela também vontade e desejo de se tornar uma leitora e uma produtora de escritos.

Manuela Guedes