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100 Histórias para Partilhar

Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.

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Sex | 26.12.25

O que temos andado a fazer

Este mês de dezembro foi muito atribulado....

Fizemos bolachas seguindo a receita que a Z. nos ditou.

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Fazemos as prendas para levar para as famílias.

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Decorarmos a nossa escola com as casas que ambicionamos para todos.

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Decorarmos a nossa arvore de Natal com as palavras que descobrimos sobre o Natal.

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Decorarmos o nossos jardim 

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Irmos ao teatro

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Ainda tivemos tempo para construirmos um loto com as palavras que já sabemos ler

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Seg | 01.12.25

A nossa primeira visita de estudo

Fomos á Quinta dos Olivais ... e adorámos...

Vimos galos e galinhas, ovelhas, cabras, burros , vacas... um pomar e uma horta.

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Quando, no inicio do ano informamos as famílias que iremos fazer visitas de estudo durante todo o ano e uma vez por mês, temos como objetivo principal proporcionar às nossas crianças contacto com a cultura, as várias linguagem e ambientes onde , por serem diferentes dos ambientes a que as crianças estão habituadas fazem com que elas se habituem a querer conhecer outras coisas, queriam alargar os seus horizontes , sejam observadores do seu próprio meio e o queiram melhorar. 

De acordo com as OCEPE( Orientações Curriculares ) e passo a citar : "Os seres humanos desenvolvem-se e aprendem em interação com o mundo que os rodeia. Ao iniciar a educação pré-escolar, a criança já sabe muitas coisas e construiu algumas ideias não só sobre o mundo social e natural envolvente, mas também sobre o modo como se usam e para que servem objetos, instrumentos e máquinas do seu quotidiano.

A área do Conhecimento do Mundo enraíza-se na curiosidade natural da criança e no seu desejo de saber e compreender porquê. Esta sua curiosidade é fomentada e alargada na educação pré-escolar através de oportunidades para aprofundar, relacionar e comunicar o que já conhece, bem como pelo contacto com novas situações que suscitam a sua curiosidade e o interesse por explorar, questionar descobrir e compreender. A criança deve ser encorajada a construir as suas teorias e conhecimento acerca do mundo que a rodeia."

É para isto que nos propomos a realizar as visitas de estudo. Quando depois regressamos à escola , vamos combinar o que vamos contar e mostrar às famílias do que aprendemos com as visitas que realizamos.

Manuela Guedes

Seg | 01.12.25

Opostos

O I. não sabia a diferença entre uma caneta  grossa e uma caneta fina. Fomos ver e fazer um levantamente de mais conceitos que sendo opostos, nós usamos com muita frequencia. Alto e baixo, grande e pequeno, perto e longe....

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Seg | 01.12.25

O que é um par?

Este problema surgiu na conversa da manhã e alguém disse que um par eram duas coisas....mas se fosse um par de óculo seriam dois óculos.... Será... A primeira informação que um par são dois esta correta mas a confusão surge quando falamos de objetos ou coisas que só existem aos pares.... fomos fazer o levantamento do que sabíamos.

Descobrimos que um par de óculos são 2 óculos ( porque o óculo é uma lente para um olho só, tal como usava Eça de Queiroz)... que quando vamos à sapataria e compramos um par de sapatos só nos vendem dois sapatos.... não podemos comprar só um sapato.

A pares fizemos a ilustração.

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Seg | 01.12.25

Como se faz um cartaz cultural?

Como vamos fazer uma exposição sobre os nossos retratos estivemos a construir um cartaz e para isso primeiro fizemos um levantamento sobre o que sabí sobre os cartazes , o que achávamos que era precisso ter esxcrito. Decimos que tinha que ter o título, o local e o dia bem como uma ilustração. 

A pares fizemos um esboço do cartaz e depois todos juntos fomos construí-lo-

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No dia seguinte fomos fazer o roteiro ( passos a seguir para fazer um cartaz) para da próxima vez já sabermos como se faz e se nos esquecermos podermos ir ver como fizemos agora. 

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O jardim-de-infância apresenta-se, assim, como um contexto privilegiado para a promoção e desenvolvimento de competências de leitura e escrita, sendo a qualidade das interações desenvolvidas nesse contexto fundamentais para o progresso posterior, quer da linguagem, quer da literacia. Desde muito cedo, pelo contacto em situações informais que vão estabelecendo com a escrita, que as crianças se questionam e colocam hipóteses sobre o escrito que as rodeia, sobre as suas características formais, as suas funções e a sua relação com o oral. Procuram compreendê-la, perceber o seu funcionamento e as suas regularidades, construindo assim múltiplas conceções, que se desenvolvem gradualmente à medida que lhe vão sendo dadas oportunidades de interação e reflexão sobre a linguagem escrita. A estas representações sobre a escrita denominamos de conceções precoces sobre a linguagem escrita, isto é, conceções que as crianças em idade pré-escolar apresentam sobre a escrita.

A descoberta e apropriação da funcionalidade da linguagem escrita são essenciais no processo de alfabetização. É a partir desta que a criança vai construir sentidos e razões para querer aprender a ler e a escrever. De acordo com Margarida Alves Martins e Ivone Niza (1998), o interesse que a criança vai demonstrando relativamente à linguagem escrita varia em função da qualidade, da frequência e do valor das atividades de escrita que são desenvolvidas por aqueles que convivem diretamente com a criança. A criança vai-se apropriando das várias funções que a escrita pode desempenhar e passa a compreender que cada uma delas corresponde a um determinado tipo de texto que, por sua vez, corresponde a um determinado suporte específico com a sua própria função e conteúdo. Neste sentido o que se pretende é que a criança vá tendo contacto com a escrita de uma forma funcional e em contexto.

É no pré escolar que se inicia este caminho de contacto com o escrito, através da possibilidade de se escrever a fala, ( escrever o que as crianças dizem) quer através da valorização das suas tentativas de escrita, quer ainda através de diferentes  situações  de escrita. No pré escolar não se pretende que as crianças iniciem a sua alfabetização de forma formal e no sentido de "adiantar" etapas para a entrada no 1.º Ciclo, pretende-se que esta caminho de alfabetização sirva para a criança compreender para que serve a escrita e tenha ela também vontade e desejo de se tornar uma leitora e uma produtora de escritos.

Manuela Guedes