Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.
Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.
O J. disse.nos que o nome do Benjamim era o maior da nossa sala. Na terça-feira à tarde , dia em que falamos de escrita, fomos verificar se assim era. cada um colou o seu nome, primeiro inteiro e depois letra a letra. No fim mostrámos aos amigos e tirámos algumas conclusões....
A F trouxe folhas para partilhar connosco e a esse propósito foi feita a pergunta: Porque é que as folhas caiam das árvores. Surgiram várias hipóteses o vento, a chuva.... e a C disse que era porque causa de ter chegado o outono. Um grupo de meninas foi fazer um projeto para saber a verdadeira razão para dar resposta a esta pergunta.
Procuraram nos livros e fizeram as ilustrações e decidiram fazer uma árvore para fazer a comunicação. No dia combinado, segunda -feira foram fazer a comunicação aos colegas da sala.
A verdadeira razão é que as árvores de folha caduca, para se preparem para o inverno deixam de fornecer água e energia às folhas e elas acabam por cair. Nas árvores de folha perene isto não acontece porque as folhas dessas árvores gastam geralmente muito pouca água e energia no inverno.
No tempo de mostrar e contar o D. mostrou-nos um tubarão martelo e o S. disse-nos que quando um tubarão morde uma pessoa que a água ficava vermelha... A Manuela reforçou a ideia de que o sangue da pessoa de misturava com a água e acabava por se diluir.... Palavras difíceis..... O D afirmou ainda que o sangue iria ao fundo.... Fomos verificar o que quer dizer diluir e misturar....
Com corante alimentar, simulámos a mistura e posterior diluição e para mostrarmos que há líquidos que não se misturam com a água usamos óleo alimentar.
Verificámos que este não se mistura nem dilui na água mesmo que mexamos muito....ele volta sempre à superfície.
Lembram-se dos cadernos que vos pedimos no inicio do ano? Pois, são para usarmos na área da escrita para escrevermos o que quisermos e soubermos,,,, escrever com informalidade mas com significado.
OObjetivo não é que as crianças aprendam a escrever de forma formal mas sim que compreendam que a escrita serve para comunicar, que podemos escrever sempre que nos apetecer...que podemos copiar palavras que existem num ficheiro , que podemos escrever o nome dos amigos, que podemos fazer tentativas de escrita quando descobrimos que a mesma é o registo da fala....
Esta semana estivemos a decorar a capa dos nossos cadernos e a identificá-los.
Aqui na escola, o dia da alimentação é comemorado com muito entusiasmo. Serve este dia para falarmos de alimentação saudável, para nos juntarmos todos ( pre e 1º ciclo).... para prepararmos um lanche conjunto.
Desta vez não foi diferente... Fizemos primeiro um primeiro levantamento do que serão alimentos saudáveis para o nossos corpo e organizámos uma matris de um dia de refeições....
No dia anterior ao dia 16 de outubro fizemos um doce de abóbora ( que estava delicioso) e que no dia dafesta aprensetámos aos colegas acompanhado de requeijão e de agua aromatizada com maçã e canela.
Tenho como um dos principais propósitos do meu trabalho capacitar as crianças de ferramentas para desenvolverem o seu trabalho de forma autónoma, por isso no inicio do ano vamos descobrindo o que podemos fazer em cada área da sala e o que temos para o realizar.
Bairrão (1994, p.42) que “a determinação significativa daquilo que uma criança pode realizar, só ganha verdadeiro sentido se for conhecido o contexto onde está inserida” Neste contexto é fundamental para a construção da autonomia das crianças e sua capacitação no caminho da sua aprendizagem que a sala seja por elas conhecida e compreendida. Os Inventários: são pequenas listagens escritas, construídas em conjunto, dos materiais e atividades que as várias áreas de trabalho podem proporcionar. De forma a permitir uma leitura fácil pelas crianças, esta listagem é ilustrada por elas, que utilizam estes inventários para “recordar e ver as diferentes possibilidades de atividades nessa área” (Folque; 2012: 55).
Nascem assim os inventários .É um trabalho moroso, que é para ser feito com calma e à medida que as crianças vão descobrindo o que temos na sala. Por vezes fazemos os inventários já depois de termos estado muitas vezes em cada área mas descobrimos que não avançamos no tipo de trabalhos que fazemos.
Zabalza (1998) diz-nos que:Seja qual for a organização da sala (...) será preciso que os espaços estejam dispostos em função das necessidades das crianças, tornando possível, junto à sua actividade autónoma, a acção compartilhada em grupo. De qualquer forma, o professor deve ter consciência de que uma determinada estrutura da sala, favorece determinadas actividades. (p.262) .Normalmente os inventários são compostos por duas colunas diferentes: uma com a listagem dos materiais que existem nas áreas e outra com o que podemos fazer. estas listagens não são os educadores que as fazem, pois isso não constituiria nenhuma vantagem para as crianças, mas são realizados pelas mesmas, razão pela qual os inventários são um documento aberto.
(...).Cuidadosamente e organizadamente disposto, acrescenta uma dimensão significativa à experiência educativa (...) facilitando as actividades de aprendizagem, promovendo a própria orientação, apoiando e fortalecendo, o desejo de aprender. (Zabalza,p. 237). Poderão perguntar, porque é que dedicamos tanto tempo à organização do cenário pedagógico? Porque este cuidado com que o fazemos permite às crianças irem construindo uma comunidade de aprendizagem pela participação, isto é aproximando-se sucessivamente para a sua total gestão. Este caminho faz-se se os passos forem dados com cuidado, tempo diálogo, apropriação, comunicação .
(…) a pedagogia da participação centra-se nos atores que constroem o conhecimento para que participem progressivamente, através do processo educativo, (…) a participação implica a escuta, o diálogo e a negociação, o que representa um importante elemento de complexidade deste modo pedagógico. ( Formosinho,p.21)
É o que estamos a fazer neste momento, descobrindo o que podemos fazer na área da escrita, no laboratório da matemática....
O S disse que queria fazer uma experiência com água para saber se ela mudava de lugar... Fizemos uma outra experiência para sabermos se a água muda de forma e se com isso fica mais ou menos água.
cada par tinha um recipiente para por a água e em cada ele se pôs uma medida de água....mas uns ficavam mais cheios do que outros, porque seria?
Havia meninos que achavam que havia mais água, mas o S. dizia que não....que era só uma medida.... então o que seria que acontecia? se a quantidade de água é a mesma , como é que há recipientes cheios e outros com pouca água?
Descobrimos então que uns recipientes são mais estreitos e por isso água sobe, mas a quantidade é a mesma o que muda é a forma do recipiente.
O J. esteve a contar o numero de rapazes que havia na sala , mas não chegou a nenhum consenço porque faltava uma crianças nesse dia, o que tornava o exercicio mais complicado....
Decidimos que no dia da matemática iríamos fazer esse registo.
Cada um fez-se asi próprio e colono respetivo conjunto. No fim contámos e verificámos que existem 12 rapazes e 8 raparigas.
Na semana passada a F trouxe folhas que apanhou do chão e a esse propósito há um grupo de meninas a investigar essa questão. será o nosso primeiro projeto.Mas o que fazer com as folhas que a F e mais tarde o D trouxeram? Será que podíamos ir apanhar mais?
E assim fizemos , fomos apanhar folhas e a manuela mostrou-nos que podámos colálas numa moldura e depois fazermos uma lanterna.... e assim fizemos.
A Manuela pôs uma luz dendto das lanternas e aqui está o resultado.
A organização cooperada do trabalho de aprendizagem carece de determinados instrumentos, a que chamamos "instrumentos de pilotagem" e que servem regular o nosso trabalho em diversas dimensões: gestão do tempo e da rotina diária e semanal, planificação e avaliação e regulação sócio- moral do grupo.
Os “instrumentos de pilotagem”, entendidos como instrumentos de regulação da vida do grupo, “ajudam o educador e as crianças a orientar/regular (planear e avaliar) o que acontece (individualmente e em grupo) na sala, constituindo-se como ‘informantes da regulação formativa’” (Folque; 2012: 55).
De acordo com Niza (2012) os denominados instrumentos de pilotagem encontrados pela sala pertencem a um conjunto de mapas de registos nos quais as crianças podem planificar, gerenciar, refletir e, assim, avaliar as atividades em que participam durante o dia. O autor caracteriza tais instrumentos como um “conjunto de instrumentos de monitorização da ação educativa’’ (p.200) e considera-os de extrema relevância para a avaliação e organização do trabalho pedagógico. De acordo com Folque (2012) podemos considerar um trabalho em sala de aulas/atividades tendo em conta os instrumentos designados de regulação e pilotagem das aprendizagens.
Assim desde setembro as crianças têm vindo a construir e apropriar-se dos vários instrumentos que existem na sala.
Para essa apropriação é fundamental que as crianças sejam colocadas perante a tarefa de ,após a discussão em conselho ( isto é com todas as crianças), ilustrarem esses mesmos instrumentos, com o objetivo de que possam ser "lidos" com diferentes linguagem ( a escrita e a ilustração).
Com a introdução dos instrumentos de pilotagem as crianças apropriam-se do planeamento e da avaliação, comprometendo-se com o grupo no sentido que estamos ali todos uns para os outros, intervêm na organização do espaço e do tempo usando instrumentos que os apoiam nessa tarefa ( a agenda semanal, o plano do dia, o mapa de tarefas). De igual modo conseguem regular as suas falas e discursos sabendo que a expressão livre é um direito que lhes permite participar. O direito a participar, permite que cada um se desenvolva como um ser inteiro, com direito à sua voz construindo-se como um indivíduo ativo ,um cidadão pleno numa cultura democrática.
Esta cultura democrática pressupõe uma certa solidariedade reciproca entre os indivíduos, proporcionando “os instrumentos para que cidadãos autónomos e responsáveis se possam envolver ativamente e agir solidariamente no mundo, bem como realizar-se pessoal e socialmente” (Folque; 2012: 52).