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100 Histórias para Partilhar

Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.

100 Histórias para Partilhar

Este blog pretende ser um espaço de partilha da prática pedagógica de uma educadora de infância. Todos os textos ,fotos e videos estão sujeitos ao RGPD.

Dom | 15.11.20

Quando eu for grande

A K propos fazermos um trabalho sobre o que queríamos ser quando fossemos grandes e descobrimos muitas coisas e até cantámos uma música com esse nome...

Dom | 15.11.20

Descobrir como as cores são feitas

Estivemos a descobrir como as cores são feitas. Que cores têm lá dentro...

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Num filtro de café fizemos uma bolinha com a cor que escolhemos. Colocámos  dentro de água e observámos. descobrimos , por exemplo que no laranja aparece amarelo e um pouco de vermelho...

No verde um pouco de amarelo e azul...

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No fim fizemos o registo.

 

 

 

Dom | 15.11.20

Comunicações...porque as fazemos?

Citando Sérgio Niza  (1998) gostaria de referir que: " A comunicação é um dos mecanismos centrais da pedagogia do MEM enquanto factor de desenvolvimento mental e de formação social. Decorre da condição de se aceitar, na escola, como fundamental, a criação de um clima de livre expressão dos alunos, para que se não sintam policiados nas suas falas, nos seus escritos ou nas actividades representativas e artísticas em que se envolvem (p. 78)."

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Para as crianças esta dimensão social das aprendizagens, feita através das comunicações, da troca de saberes e produções, leva a uma construção cultural dos saberes e de competências, motivando o trabalho de cada um.
De acordo com Sérgio Niza, citado por Folque (1999) a “comunicação e trocas entre o professor e as crianças e entre as crianças, são uma maneira de construir a aprendizagem através de processos cooperativos, todos ensinam e todos aprendem” (Niza, 1996). O conhecimento nas salas de aula do MEM não é visto como propriedade privada. Longe disso, a aprendizagem individual é sistematicamente estendida a todo o grupo onde as crianças são encorajadas a comunicar. Assim, a comunicação tem uma dupla função. Primeiro, a comunicação pode ser vista como activadora de uma função cognitiva que ocorre quando se pede às crianças para falarem sobre as suas acções ou experiências. Neste caso, tem início um processo metacognitivo que lhes permite perceberem melhor o que têm a comunicar (Vigotsky, 1987). Em segundo lugar, a comunicação também tem uma função social quando a informação é partilhada e disseminada de modo a que possa ser utilizada pela “comunidade” e pelo escrutínio público do conhecimento.

Não fazia sentido as crianças empenharem-se em construir um artefacto cultural e não poder partilhá-los com os seus pares. Quando aprendemos alguma coisa temos o dever ético de o partilhar com os outros.É este dever ético, este compromisso que assumimos com os nossos alunos e que queremos que eles assumam com os seus colegas.  

 

Dom | 15.11.20

Mais projetos

Estamos a fazer um projeto sobre os tubarões( Como nascem?) e outro sobre os peixes( Os peixes nascem de ovos?) Numa primeira fase fomso à biblioteca ver que livros haviam onde pudessemos encontrar a informação que queríamos. 

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Em seguida os dois grupos dividiu-se para plenear o que queria fazer para mostrar o que iam aprender tendo ficado decidido que o grupo dos tubarões ia fazer um tubarão martelo e o grupo dos peixes ia fazer uma maqueta em forma de "aquário" e um livro.

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Vamos dando notícias à medida que avançarmos nos projetos.

 

 

 

 

Dom | 15.11.20

Descobertas de escrita: o inicio de uma caminhada

A M.I comunicou que sabia escrever o nome do pai.A maior parte dos meninos sabia como se chamavam os pais mas não sabia como se escrevia. Na tarde dedicada à escrita fomos fazer essas descobertas. No nosso caderno de escrita escrevemos o nome do pai e da mãe e depois ilustramos em seguida comunicámos aos colegas o que tínhamos feito.

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A escrita aparece no jardim de infância, em forma de descoberta, de desafio e não com a a obrigatoriedade de a criança aprender a escrever. O desafio, neste domínio como em todos os outros é a descoberta, despertar o interesse ...O jardim de infância é um lugar de aprendizagens múltiplas. 

Como assinala CharpaK (2003) " A aprendizagem não é uma acumulação de informações, é um processo, pessoal e social, de construção de sentido a partir das múltiplas representaçlões do saber(...), exige que sejam criadas as condições que permitam aos alunos tratar simultâneamente diversos tipos de informação; compreender a informação quando ela está imersa num contexto complexo mais autêntico, original e denso, construir o sentido a partir de ligações e modelos; organizar e ligar uma informação nova ao saber adquirido; trabalhar em colaboração com os outros alunos ou adultos de forma construtiva ( e não hostil); exercer permanentemente os seus novos conhecimentos, retomamno-os a níveis mais elevados de complexidade por longos periodos de tempo."

Como vemos este caminho ainda está no inicio e como acreditamos e é apanágio das Orientações Curriculares " a linguagem oral  e a abordagem à escrita increvem-se na Área da Expressão / Comunicação e são considerados instrumentos intrelectuais de uso social que nos edificam como seres humanos e cujos aspetos constituintes são o falar, o escutar e ler e o escrever(...)"(Ana Artur, 2005)  não pretendemos que as crianças escrevam , mas sim que compreendam o significado social da escrita, e a sua funcionalidade. Com o tempo irão conseguir,  de forma mais convencional, os mecanismos da escrita e suas convenções. A escrita aparece na nossa sala como uma forma de  nos apropriarmos das suas funcões. Escrevemos nos instrumentos, escrtevemos nos projetos,, escrevemos porque queremos muito dizer à nossa mãe o quanto ggostamos dela...escrevemos a brincar... Escrevemos para comunicar... é esse o sentido da escrita.

Manuela Guedes

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